Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.
Não florescem no inverno os arvoredos,
Nem pela primavera
Têm branco frio os campos.
À noite, que entra, não pertence, Lídia,
O mesmo ardor que o dia nos pedia.
Com mais sossego amemos
A nossa incerta vida.
À lareira, cansados não da obra
Mas porque a hora é a hora dos cansaços,
Não puxemos a voz
Acima de um segredo,
E casuais, interrompidas, sejam
Nossas palavras de reminiscência
(Não para mais nos serve
A negra ida do Sol) —
Pouco a pouco o passado recordemos
E as histórias contadas no passado
Agora duas vezes
Histórias, que nos falem
Das flores que na nossa infância ida
Com outra consciência nós colhíamos
E sob uma outra espécie
De olhar lançado ao mundo.
E assim, Lídia, à lareira, como estando,
Deuses lares, ali na eternidade,
Como quem compõe roupas
O outrora compúnhamos
Nesse desassossego que o descanso
Nos traz às vidas quando só pensamos
Naquilo que já fomos,
E há só noite lá fora.
Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa
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7 de setembro de 2012
Cada Coisa a seu Tempo Tem seu Tempo
15 de maio de 2012
Augusto Cury
"Quando os sonhos nos controlam, os surdos podem ouvir melodias, os cegos
podem ver cores, os derrotados podem encontrar energia para continuar.
Quando não havia solo para caminhar, Beethoven caminhou dentro de si
mesmo, não desistiu da vida, ao contrário, exaltou-a. Os sonhos
venceram. O mundo ganhou."

29 de junho de 2011
14 de outubro de 2010
Mealheiro de sonhos
Já não os ouço cair no fundo, o mealheiro está a ficar cheio.
Mas lá os vou amealhando, vou guardando, conservando num lugar que só eu sei, num armário que só eu tenho a chave.
O mealheiro é daqueles sem saída, a única é parti-lo e receber tudo de uma única vez. Alguns dizem que os sonhos não são para ir amealhando, são para ir realizando de tempos em tempos, quando possível.
7 de setembro de 2010
Há um poema, que diz:
Temo, Lídia, o destino. Nada é certo.
Em qualquer hora pode suceder-nos
O que nos tudo mude.
Fora do conhecido é estranho o passo
Que próprio damos. Graves numes guardam
As lindas do que é uso.
Não somos deuses; cegos, receemos,
E a parca dada vida anteponhamos
À novidade, abismo.
De Ricardo Reis in "Odes" (Heteronimo de Fernando Pessoa)
Nome: "Temo, Lídia, o Destino. Nada é Certo"
9 de julho de 2010
"Sei a verdade e sou feliz..."
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
"Os meus pensamentos são todos sensações"
Alberto Caeiro (Heterónimo de Fernando Pessoa)
Tudo isto para vos desejar 1 óptimo fim-de-semana e deixar 1 recado: sejam felizes!!!
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
"Os meus pensamentos são todos sensações"
Alberto Caeiro (Heterónimo de Fernando Pessoa)
Tudo isto para vos desejar 1 óptimo fim-de-semana e deixar 1 recado: sejam felizes!!!
28 de junho de 2010
Sorri!
Há um poema de Charles Chaplin, que diz isto:
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz"
Descreve o meu constante estado de espirito, há sempre que sorrir!
24 de maio de 2010
Sou boneca de trapos
Sou boneca de trapos
Os meus cabelos são fios de lã amarelos
E os meus olhos pequenos botões velhos
As minhas mãos são restos de seda
E na minha alma nada cabe. Está pequena.
Sou boneca de trapos
As minhas roupas outrora foram belos panos engomados
E os outros castanhos fazem de sapatos
Com um lápis desenharam os meus lábios
Mas com o tempo foram apagados
Sou boneca de trapos
Abraçam-me, largam-me
Nunca me deixam cair e se caio forçam-me a levantar
Com uma pequena gota de água, estou de novo pronta a usar
Sou boneca de trapos
Comigo falam, comigo brincam, comigo choram
Embalo os sonhos de quem me adora
E quando o dia termina e nasce a aurora
Estou de novo pronta para qualquer hora
Sou boneca de trapos…
Lídia Amorim
24-05-2010
5 de março de 2010
The love est bilingue pero no es tan complicado
There's something between us
Je ne sais pas dire
Love or friendship
Quelque chose peut écrire
It's up to you
Mais parfois c'est moi aussi
And I do not know if I love you
Je ne sais pas si Je t'aime
Pero quizá si amarme
I can give you my heart
Baby…
Es más fácil de lo que crees
It's so easy to love
C'est tellement facile
My heart
Your heart
Our souls can unite
5 de Março de 2010
28 de setembro de 2009
O Tempo Passa? Não Passa.

O tempo passa?
Não passa no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça do amor,
florindo em canção.
O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.
Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.
São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer toda a hora.
E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama
escutou o apelo da eternidade.
É de Carlos Drummond de Andrade e é lindo, lindo!
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