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28 de março de 2013

Sócrates foi à RTP

E eu devo pertencer a uma percentagem muito minima de portugueses que se está nas tintas para isso, para o que ele disse ou deixou de dizer, se tem ou não tempo de antena. Devo ser também por isso dos únicos que não assinaram petições, partilharam imagens associadas a isso no Facebook ou andou a "suspirar" frases de revolta.

Alguém também como eu, da mesma opinião, escreveu que nós eramos um País de "Tontos" porque andamos sempre a falar de Liberdade de Expressão e agora espelham uma atitude contrária, e eu concordo. Somos um país de tontos. Isto é política, mas também é Liberdade de Expressão numa estação pública e que se disse durante muito tempo que era uma "Estação do Governo". Demonstra agora o contrário, talvez em revolta. Afinal há Jornalismo ali, uma pinga pequenina, mas há. Também há um direito conquistado por todos nós a 25 de Abril de 1974, o mesmo 25 de Abril que agora tanto pedimos.

Vamos a ser conscientes. As pessoas só têm a importância que nós lhes damos e neste momento há coisas mais importantes e preocupantes do que essa.

25 de fevereiro de 2013

Oscars 2013: The Best and Worst Dress

The Worst: Brandi Glanville. Isto é o que acontece quando as pessoas não têm verdadeira noção das suas medidas ou, na pior das hipóteses, colocam um vestido destes na máquina de lavar.
Nem Worst, nem Best: A Adele nunca supreende, a não ser na música, esta menina veste-se e penteia-se como uma senhora nos seus 50, sempre com os mesmos modelos e cores. Não me agrada.
 The Best: Charlize Theron, elegantíssima!
The Best: Stacy Keibler consegue estar sempre impecável! É impressionante como consegue tirar todo o proganismo a um dos "Sex Symbol" de Hollywood, George Clooney e brilhar constantemente nas Red Carpets.

22 de fevereiro de 2013

O legado

Preocupa-me esta situação da geração dos nossos pais não entender que não vamos no futuro poder deixar casas aos nossos filhos, ou outro património equivalente e que nos tempos deles se comprava tão rápido como uma ida ao supermercado.

98% da minha geração não consegue comprar casa, os bancos fecharam as torneiras, implicam connosco, não há nenhum emprego que seja 100% garantido, não temos bens patrimonias para hipotecar, quem tem negócios ou trabalha em nome individual só tem direito a 65% do financiamento e mesmo assim, em alguns bancos, nem isso. Há muitos entraves que nos obrigam a recorrer ao arrendamento e a deixar de lado o sonho de ter uma casa, mesmo que ela só seja oficialmente nossa 40 ou 50 anos depois.

Os nossos pais perguntam-se, "mas se vais arrendar não vais ter uma casa para deixar aos teus filhos". É verdade, não vamos ter hipótese de deixar um legado tão material quanto esse, uma casa, um carro, a poupança de uma vida na conta bancária ou uns terrenos algures no meio de uma zona florestal. Mas é isto que marca a diferença.

A nossa geração vai ter a possibilidade de mostrar que o legado que podemos deixar às gerações futuras, não são bens materiais, são valores morais, são demonstrações de que para se ter é preciso lutar, trabalhar mais, equacionar gastos, perceber que se queremos uma casa não é o banco que a tem de pagar, somos nós. Porque foi assim que chegámos a isto, a esta situação miserável de uma economia tão frágil quanto o bolso de um mendigo.

Foi assim, pelo pensar de gerações passadas que chegamos ao que chegamos. Desculpem a generalização, mas fomos mal habituados e estamos agora, a minha geração e as futuras, a pagar uma factura que nem para despesas dá.

Possamos nós deixar um melhor legado aos nossos filhos.

14 de fevereiro de 2013

Give to Get

Sempre acreditei que temos de dar sempre antes para receber depois, tentar para depois conseguir, experimentar para depois opinar, olhar para depois me olharem, sorrir para depois me sorrirem, retirbuir na medida em que quero que me retribuam. Por isso acho que hoje não faz sentido nenhum oferecermos grandes e caros presentes, jantarmos em restaurantes de luxo, ir dormir a um Hotel xpto e muitas outras coisas mais que tenho visto para aí sugeridas.

Se o tema é o Amor, devemos dar Amor para recebê-lo e isso pode ser feito nos mais pequenos gestos, porque o Amor é simples e quando existe não há nenhuma forma de escondê-lo. Por isso dêm muito Amor, recebam-no, mas façam-no todos os dias, não apenas hoje.

1 de fevereiro de 2013

Desperdiçar tempo

Hoje dei por mim a reflectir sobre quantas vezes desperdiço tempo com coisas verdadeiramente inúteis, e o quanto, todos nós, fazemos isso regularmente.

Desperdiçamos tempo porque temos medo de dizer algo que já devia ser dito. Desperdiçamos porque olhamos demasiado àquilo que os outros pensam e não àquilo que nós devemos pensar. Desperdiçamos tempo quando explicamos a alguém algo que não vale a pena explicar, porque a pessoa não entende. Desperdiçamos tempo com as vidas dos outros, as casas, os carros, os dinheiros, as vidas, as férias dos outros. Desperdiçamos tempo quando tentamos ser alguém que não somos, em virtude do que os outros acham que devemos ser. Desperdiçamos tempo a olhar o tempo passar e a não fazer nada do que gostaríamos fazer. Desperdiçamos tempo e mais tempo, em virtude de tempo e mais tempo. Desperdiçamos tempo sem pensar que um dia já não teremos tempo.

Será que vale a pena desperdiçar? Afinal de contas o tempo que nós temos, é só este, o presente, este minuto, este instante.

31 de janeiro de 2013

O trabalho como privilégio

Há umas semanas atrás comentava com uma pessoa próxima como hoje as pessoas que trabalham não se podem queixar, pelo minimo que seja, da sua actividade profissional. A verdade é que chegamos a um ponto em que quem tem trabalho, pode considerar-se priviligiado, tal é a procura. Mas também é verdade, que mesmo sendo um ser priviligiado, são cada vez mais as pessoas, que face à actual conjuntura económica, não se podem dar por satisfeitas.

Não há neste momento o "respeito pelo profissional" que havia há alguns anos atrás, em que o empregador percebia que tinha de motivar, reconhecia os bons profissionais e procurava mantê-los, quer com incentivos económicos, quer com outro tipo de incentivos. O que vivemos hoje, começa a ir para lá, do "explorável", isto porque são cada vez mais as empresas que "encostam" os profissionais à parede, desrespeitando uma grande parte dos seus direitos, contratando-os por quantias irrisórias e fazendo-os sentir como pessoas necessitadas de trabalho, de uma esmola ao final do mês, que no fundo, nada é mais do que o seu direito, tendo em conta que trabalhou, dispendeu horas, ideias, esforço fisico, psicológico, entre muito mais.

Isto tudo porque estamos a assistir neste inicio de ano, mais uma vez, a um reforço do que aqui descrevo, com a distribuição dos subsidios em duodécimos. Não sou fiscalista, economista, contabilista e percebo muito pouco de números, o suficiente para gerir o meu dinheiro e pagar as minhas contas, falo como trabalhadora, alguém que está do lado de cá, que não olha apenas para o Excel e vê numeros. A verdade, é que não há nada mais lógico que isto: o que ganham as empresas em distribuir os subsdidios por duodécimos, ou metade deles? Nada. No final do ano, a despesa da empresa não só foi exactamente igual, como também teve de ter mais liquidez mensal para pagar salários e subsidios, quando anteriormente tinha 6 meses para "amealhar" o dinheiro.

E para funcionários? O que eles ganham? Nada. No final do ano, o valor ganho, será exactamente o mesmo, sendo que aqui há um pequeno senão, àqueles que descontam para IRS, haverá uma maior liquidez mensal, mas que pode levar à ruptura muito mais famílias que já viviam no limite.

E sobre esta questão de os funcionários no privado poderem dizer se querem ou não receber em duodécimos? Uma grande maioria das empresas vai simplesmente dar isto como lei, não dando possibilidade a ninguém de se manifestar, sob pena, de ainda lhes serem cortadas mais "regalias".

Ninguém vai ganhar nada com isto.

A não ser que o governo esteja à espera de potenciar compras, de fazer com que gastemos mais por mês, para daqui a uns meses dizer que o nosso nível de vida aumentou. Mas creio que não vamos chegar até aí, já que muitas empresas nem deste mês vão passar. Um dia destes já nem temos onde gastar o nosso dinheiro, tal é a falência das coisas.

Ou isso, ou seremos outro Zimbabué, com menos de 100 euros no cofre.

10 de janeiro de 2013

Pimenta na língua

É o que eu acho que muitos portugueses andam a merecer. Principalmente aqueles que quando entrevistados na rua disseram "Crise? Onde? A crise está na mentalidade dos portugueses, para mim não há crise!", ou então "Gastei 1000 euros em presentes de Natal", ou ainda "Não deixei o meu café diário, muito menos de fazer as coisas que me dão prazer".

Devo imaginar o que o Passos Coelho pensa ao ver isto, ou os senhores do FMI.

Concordo com uma parte da primeira declaração, aquela que diz que "a crise está na mentalidade dos portugueses". Realmente temos fraca mentalidade, uma coisa muito tacanha, que nos leva a dizer sempre muito mais do que aquilo que realmente é, a chamada "Mania das Grandezas". O pior é que não é um vírus sazonal, tomara que fosse, é antes uma sindrome sem cura.

20 de dezembro de 2012

End of the world?

Estou um bocadinho preocupada com esta história do mundo acabar amanhã, a sério. É que os meus ultimos dias têm sido tão cansativos, "corridos", exaustivos, que nem sequer me tenho preocupado com os looks diários, é basicamente a primeira coisa que me ocorre e aparece à frente logo de manhã e sair de casa! Mesmo o cabelo tem andado um bocadinho ao "desleixe", devia ter ido às madeixas e não fui e está portanto com um aspecto californiano. Outra das coisas é o facto de já ter comprado todos os presentes, mas ainda me faltar um. Estou naquela: "compro hoje? e se depois o mundo acaba? andei tão stressada com este presente para nada."

Os meus ultimos dias têm sido tão "boring" que é por isso que estou preocupada em acabar desta maneira, é que não queria nada. Sonho sempre com finais felizes e em grande, ao nível de hollywood e agora vou terminar assim? sem uns high heels e um saint laurent numa red carpet? não posso!

Além disso já tenho todo um inicio de Janeiro planeado, uma semana pós natal para o relax, projectos novos para a minha Maparim e agora vem isto. Não me apetece.

Já para não falar de que é precisamente amanhã que eu e o Mr. D. completamos 8 anos de namoro, é uma eternidade e se já cheguei aqui, quero chegar mais longe. Não é portanto, a melhor altura.

Não me é oportuno agora, até pode ser para o Passos Coelho, mas creio que para a Sr. Merkel não, também está numa boa fase. Falem com a senhora e façam um memorando, entendam-se e anunciem uma data para daqui a um bom par de milhar de anos que agora tenho muito que fazer. Ok?

30 de novembro de 2012

É dificil manter a boa disposição quando...

.....além de terem cortado subsidios, vão andar a pagá-los às pinguinhas, como se de esmolas se tratassem;
.....se vê que a Taxa de Desemprego continua a aumentar apesar de todas as medidas para "incentivar o empreendedorismo";
.....sabemos que está a aumentar consideravelmente o número de casos de crianças que vão parar ao hospital, doentes, por causa da fome;
.....apesar de todas as medidas de austeridade, o défice continua a aumentar para máximos históricos;
.....vemos que não há nesta República um Presidente que represente os interesses de quem o "empoleirou";
.....quando percebemos que existem empresas que continuam a ter lucros consideráveis e por causa da "crise" congelam ordenados, contribuindo ainda mais para o declínio do país;

.....quando, ainda assim, não parece haver nada que possa inverter tudo isto.

29 de novembro de 2012

Ricardo Araújo Pereira - Crónica Visão

Não resisti:

«Após alguma reflexão sobre o assunto, ocorreu-me que talvez fosse importante que alguém apresentasse Vítor Gaspar a um ser humano. Podia ser um encontro discreto, a dois, só com um terceiro elemento que começasse por fazer as honras: "Vítor, é o ser humano. Ser humano, é o Vítor." E depois ficavam a sós, a conviver um bocadinho.
Perspicaz como é, o ministro haveria de reparar que, entre o ser humano e um algarismo, há duas ou três diferenças. O ser humano comparece com pouca frequência nas folhas de excel, ao contrário do algarismo. E o algarismo não passa fome nem morre, ao contrário do ser humano. É raro encontrarmos uma lápide, no cemitério, com a inscrição: "Aqui jaz o algarismo 7. Faleceu na sequência de um engano numa multiplicação. Paz à sua alma." Mal o ministro tivesse percebido bem a diferença entre o ser humano e os números, poderia voltar às suas folhas de cálculo. Admito que se trata de uma experiência inédita, mas gostaria muito de a ver posta em prática.
Houve um tempo em que quem não soubesse de economia estava excluído da discussão política. Felizmente, esse tempo acabou. Os que percebem de economia são os primeiros a errar todos os cálculos, falhar todas as previsões, agravar os problemas que pretendiam resolver. As propostas de um leigo talvez sejam absurdas, irrealistas e inexequíveis. Não faz mal: as do ministro também são. Estamos todos em pé de igualdade. A realidade não aprecia economistas. Se um chimpanzé fosse ministro das Finanças, talvez a dívida aumentasse, o desemprego subisse e a recessão se agravasse. Ou seja, ninguém notava.
Como toda a gente, também tenho uma sugestão para reduzir a despesa. Proponho que Portugal venda uma auto-estrada para o Porto. Temos três, e não precisamos de todas. Há-de haver um país que esteja interessado numa auto-estrada para o Porto. Não há nenhuma auto-estrada para o Porto no Canadá, por exemplo. Nem na Noruega. (Eu confirmei estes dados.) São países ricos, aos quais uma auto-estrada para o Porto pode dar jeito. Fica a proposta. Não é a mais absurda que já vi.»

Ricardo Araújo Pereira, Visão, 29 Novembro 2012

27 de novembro de 2012

Uma teoria sobre... a curiosidade!

Sempre ouvi dizer que foi "a curiosidade que matou o gato" e eu não gosto da curiosidade, ou, de pessoas curiosas. A extrema curiosidade irrita-me facilmente, eleva um bocadinho a eletricidade estática dos meus cabelos, transpira-me as pontas dos dedos, avermelha-me as bochechas.

Por me despreocupar com aquilo que os outros fazem ou deixam de fazer, como fazem ou pensam fazer, nunca compreendi essa extrema curiosidade das pessoas em querer saber tudo e mais alguma coisa, sobre precisamente, tudo e mais alguma coisa.

Mas há curiosos e curiosos. Há aqueles que têm um grau de curiosidade muito sublime, uma coisa discreta e sobre coisas pouco pormenorizadas. Como por exemplo: "gosto dos teus sapatos. onde compras-te?". A esta curiosidade eu respondo sem grandes exaltações, sem pensar. É aquela curiosidade que não prejudica ninguém, que não tirará anos de juventude ao meu rosto.

Mas há a curiosidade contrária, aquela que nos "leva aos arames". Por exemplo: "gosto dos teus sapatos, como compras-te? onde compras-te? tens dinheiro para isso? compras-te com cartão de débito, dinheiro ou crédito? quando compras-te? ai foste ao centro comercial? e o que viste mais? e tinha sapatos iguais em cor-de-rosa? amarelo? estava lá mais alguém? muita gente? e são produto nacional, tailandês ou chinês? sabes os procedimentos que tomam para fazer sapatos desses? são feitos com mão de obra infantil chinesa, juvenil indiana ou à máquina? são em pele ou tecido? são frios? havia muitos modelos? não havia outros? e foste de quê? com quem?......"

Pois.

E lá está, é precisamente esta que me tira anos de juventude, que me fazem levantar os olhos, arregalar. Numa primeira fase quando "levo" com este tipo de inquisições, até tento ser simpática, dar respostas curtas, tentar não brincar com a inteligência da pessoa, demonstrar que não estou muito disposta a responder. Numa segunda fase, posso ter alguma paciência, mas já não respondo. Faço simplesmente que não escutei as perguntas, "ouvidos de mercador", mas normalmente esta vem anexa à 3ª fase, aquela que me leva ao ditado "quem diz o que quer, ouve o que não quer", qualquer coisa como: "Olha lá, mas devo-te satisfações? não tens vidinha própria, não? Mas eu pergunto-te em que feira da ladra compras-te essas calças?".

E é isto. É isto que eu não entendo, esta coisa que leva as pessoas a ter apenas questões no seu vocabulário. Se a curiosidade matou o gato, bem que podia pelo menos dar uns tiros a estas linguas demasiado compridas e faladoras. Não é que eu seja a favor da violência, mas sempre ouvi dizer que a violência psicológica pode ser mais grave que a física, assim sendo além dos tiros, só podia ver outra solução para estas pessoas: uma consulta no Dr. Quintino Aires.


21 de novembro de 2012

Here we go again...

E lá vamos nós outravez às medidas absurdas, sem nexo, sem capacidade de dar a volta à crise, de contribuir a favor do crescimento.

Afinal de contas o que quer o nosso governo? Em que escolas estudaram eles, em que faculdades? Eu não tenho nada haver com economia, mas não é preciso ter-se um mestrado na coisa para perceber que esta medida de distribuir 1 dos subsidios pelos 12 meses do ano, é um absurdo, sem retorno nenhum financeiro.

Na minha opinião esta medida além de claramente querer camuflar o congelamento de salários e o aumento das taxas de IRS, é uma medida que atenta mais uma vez à nossa inteligência, tentando enubriar-nos a nós, aos nossos bolsos e às nossas contas bancárias.

Digam-me, que diferença faz nos rendimentos anuais do funcionário distribuir o subsidio pelos 12 meses ou que diferença faz nas despesas anuais de uma empresa a distribuição dos subsidios pelos 12 meses?

Nenhuma.


14 de novembro de 2012

12 de novembro de 2012

Isabel Jonet, Merkel e Secret Story

Sobre Isabel Jonet:

Juro que não percebo toda a polémica gerada em torno das declarações da senhora. Afinal de contas que é que ela disse de mal? Até acho que se exprimiu muito bem, teve depois a preocupação de emitir uma declaração num óptimo português a explicar as suas declarações e ainda assim uma cambada e meia de portugueses sentiu-se ofendido com o que a senhora disse.

Foi por andarmos sempre acima das nossas possibilidades que chegámos ao ponto a que chegámos, portanto substituir umas leguminosas pelos bifes diários, não parece nada mal, sendo que uma grande fatia dos portugueses faz isso há muitos anos e nunca se sentiou ofendido.

Sobre Angela Merkel:

Saber que a Alemanha é que mais ganha com esta crise, porque consegue canalizar todo o investimento europeu para lá. Saber que a senhora está sempre a tentar que os países em crise tenham o mínimo de ajudas. Saber que esta senhora vem cá, usufruir mais um bocadinho dos nossos impostos, acenar-nos sorridentemente e dizer e uns "arrrenham jumhi kjlamn", dá-me vontade de ir à Alemanha roubar uns bancos.

Sobre o Secret Story:

Está certo que a televisão portuguesa está pobrezinha nos dois sentidos (conteúdos e dinheiros), mas perceber que existem estações de televisão que querem ainda deteriorá-la mais, dava vontade de ter um botão no telecomando com "bloquear", "denunciar" ou "não gosto".

Será que ainda não se deram conta que 90% dos portugueses já percebeu que aquilo é tudo fabricado?

25 de outubro de 2012

Das coisas boas da crise


repararam que aquela pessoa que anteriormente não parecia saber nada sobe a história política do nosso país, actualmente sabe quase tudo? repararam que até a pessoa menos escolarizada já conhece termos como Produto Interno Bruto, Inflação...? repararam que as pessoas estão mais atentas ao que é difundido na Comunicação Social e debatem em sociedade aquilo que é noticiado, formando opiniões mais precisas? repararam que o espirito de união hoje, está mais forte, mais vinculado?

repararam que esta crise está a fazer-nos crescer, amadurecendo a nossa cultura e preparando-nos melhor para os precalços do futuro?

Nem sempre temos de ver os aspectos negativos das coisas. Ninguém gosta da crise, mas há que reconhecer que ela tem aspectos positivos, não ignorando os negativos.

24 de outubro de 2012

Momentos de Mudança #2

Quem não viu na 2ª feira à noite na SIC a 3ª reportagem Momentos de Mudança, desta vez sobre o HIV, perdeu uma das melhores reportagens feitas naquele canal. Dá-me até hoje um nó na garganta cada vez que penso nas condições financeiras que aquela família tem de viver com o vírus que tem de enfrentar... uma lição de vida para muitos, mesmo com as dificuldades aquela família sorri, vive feliz e continua a sonhar, principalmente a Alexandra, que foi a personagem principal desta história.

Suponho que o nosso ministro da Segurança Social não a tenha visto, caso contrário não tínhamos sabido ontem das medidas que estão a pensar implementar para pessoas como estas, que sobrevivem de RSI e Subsidios de Desemprego míseros.

Apesar disso, como país de boas pessoas que somos apesar desta crise, gerou-se uma onda de solidariedade em torno da Alexandra e da sua família. Os óculos e as vacinas já se encarregaram de pagar, mas há um outro conjunto de coisas que a Alexandra necessita para continuar e prosseguir o seu sonho de se tornar psicóloga.

Quem quiser contribuir, pode encontrar os dados necessários no Blog da Pipoca Mais Doce, AQUI

Quem não viu a reportagem, pode revê-la abaixo.


23 de outubro de 2012

Desastroso

Pela primeira vez, nesta década, a Segurança Social apresenta um saldo negativo. A coisa está perto dos 400 milhões de euros e eu aqui a trabalhar, como outros portugueses, sem saber se um dia vou usufruir de uma reforma, por mais precária que fosse, seria sempre uma reforma.

Posso ir ali suicidar o nosso governo?

Leiam tudo AQUI

22 de outubro de 2012

Horário de expediente

Tenho estado com uma constipação "daquelas" e de tal maneira forte que me tirou a voz entre ontem, hoje e sabe-se lá se amanhã também. Entre garganta irritada, comprimidos e um nariz sempre pronto a pingar (eu sei que não é o melhor dos cenários), hoje lá vim trabalhar. Mesmo neste estado aguento bem os dias de trabalho, porque o escritório é sossegado e o trabalho "vai-se fazendo".

Mas hoje, se eu soubesse, não tinha vindo. Não é que o prédio vizinho está em obras e passei todo o santo dia a "levar" com materladas na parede, berbequins e outrastantascoisasdebricolage? Pois e o "descansado dia de trabalho" lá se foi.

O mais engraçado nisto é perceber como funciona o horário de expediente destas pessoas e como existe sempre uma enorme vontade de se fazerem horas extraordinárias.

Quando cheguei às 9h30 não se ouvia nada, era o sossego dos sossegos, às 10h já toda a gente trabalhava, mas ainda num trabalhar muito "leve", como se de um comboio a vapor se tratasse. Às 10h30 a coisa parou, hora do lanche, porque às 10h45 já tudo "berbequinava" de novo. Eram 12h30 e os meus santos ouvidos conseguiram respirar o silêncio, possivelmente a malta parou para almoçar. Quando voltei eu da minha hora de almoço, às 14h30 estava tudo ainda meio brando, mas depois daí foi um "ai quem trabalha mais". Não houve 1 único minuto de silêncio e parecia que havia uma competição do lado de lá para ver quem conseguia trabalhar mais rápido. Secalhar até comeram umas sandes com o martelo na mão, porque não me apercebi de pausa para lanchar, mas às 17h50 a coisa parou por completo. Sabem como quando desligamos o nosso carro depois de algumas horas de viagem? a sensação foi a mesma. Ainda com uns largos minutos para as 18h, do lado de lá, a coisa fez-me lembrar quando nos colocávamos em fileira na porta da sala de aula à espera que desse o toque de saída. Aposto que foi isso que aconteceu.

Agora, passada quase 1h, escuta-se um ligeiro martelar do lado de lá, uma coisa assim leve, já quase sem fôlego, com aquela vontade de horas extraordinárias.

18 de outubro de 2012

Os homens são de marte...

Anda uma Lisboa inteira a falar desta peça da Mônica Martelli, que dizem estar fantástica e blá blá blá, mas eu quero lá saber, ela não vem ao Porto e se não vem ao Porto, que é muito considerado por ter um dos melhores públicos do país, por mim ela pode ir para Marte, Vénus ou para um asteróide qualquer, porque se o público está no Porto (ansioso por sinal, para a ver) era para cá que ela devia vir!


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