Dá-me coceira se não falar nesta situação política, económica e social em que estamos, dá-me mesmo e eu que não queria trazer más energias com os posts deste blog. Por isso mesmo é que tenho andado "distante", sempre a conter-me para não escrever sobre o Portugal Laranja.
Estamos a ser espremidos, como se de uma laranja se tratasse.
Em palavras muito generalistas, o constitucional afinal já não o é, mas ainda assim temos um governo que persiste em continuar a espremer. Não se cobram mais impostos, mas dá-se a volta e corta-se na Saúde, na Educação, em tudo aquilo que já estava deteriorado, cortado, danificado, sem mais por onde se cortar.
Não há remodelações, não há demissões, não há eleições, também não as queria, seria muito prejudicial para nós. Do lado de lá, daqueles que se opõem, não há ideias, só se soltam palavras como "demita-se sr. primeiro ministro".
Eu como socialista que sou, convicta das minhas posições politicas, não acredito em Seguro, está no lugar errado e não tem capacidade para ministrar este país, mas ainda assim não o admite.
Há ainda aquele jogo do "eu não estava cá quando a troika veio. Quem cá esteve é que foi o culpado", aquele jogo de rato e gato, a ver quem caça quem. Como quando nós andavamos na escolinha e ainda não tinhamos plena consciência de que errar é humano e há que admiti-lo quando o fazemos.
Agarrados, que eles estão, ao "poder" como um íman.
Estou por isso convicta de que somos já só carcaça de laranja que precisava de ser renovada, por completo, de uma cadeira a outra do parlamento, uma renovação partidária. Que saissem os retrógados que já não nos levam a lado nenhum e dessem lugar aos novos, aos inovadores, aos que estão a viver isto de pés no chão. Aos que estão cara-a-cara com a dificuldade que nos foi criada.
Só esses, que viverão o futuro, poderão ter respostas para ele mesmo.
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10 de abril de 2013
28 de março de 2013
Sócrates foi à RTP
E eu devo pertencer a uma percentagem muito minima de portugueses que se está nas tintas para isso, para o que ele disse ou deixou de dizer, se tem ou não tempo de antena. Devo ser também por isso dos únicos que não assinaram petições, partilharam imagens associadas a isso no Facebook ou andou a "suspirar" frases de revolta.
Alguém também como eu, da mesma opinião, escreveu que nós eramos um País de "Tontos" porque andamos sempre a falar de Liberdade de Expressão e agora espelham uma atitude contrária, e eu concordo. Somos um país de tontos. Isto é política, mas também é Liberdade de Expressão numa estação pública e que se disse durante muito tempo que era uma "Estação do Governo". Demonstra agora o contrário, talvez em revolta. Afinal há Jornalismo ali, uma pinga pequenina, mas há. Também há um direito conquistado por todos nós a 25 de Abril de 1974, o mesmo 25 de Abril que agora tanto pedimos.
Vamos a ser conscientes. As pessoas só têm a importância que nós lhes damos e neste momento há coisas mais importantes e preocupantes do que essa.
31 de janeiro de 2013
O trabalho como privilégio
Há umas semanas atrás comentava com uma pessoa próxima como hoje as pessoas que trabalham não se podem queixar, pelo minimo que seja, da sua actividade profissional. A verdade é que chegamos a um ponto em que quem tem trabalho, pode considerar-se priviligiado, tal é a procura. Mas também é verdade, que mesmo sendo um ser priviligiado, são cada vez mais as pessoas, que face à actual conjuntura económica, não se podem dar por satisfeitas.
Não há neste momento o "respeito pelo profissional" que havia há alguns anos atrás, em que o empregador percebia que tinha de motivar, reconhecia os bons profissionais e procurava mantê-los, quer com incentivos económicos, quer com outro tipo de incentivos. O que vivemos hoje, começa a ir para lá, do "explorável", isto porque são cada vez mais as empresas que "encostam" os profissionais à parede, desrespeitando uma grande parte dos seus direitos, contratando-os por quantias irrisórias e fazendo-os sentir como pessoas necessitadas de trabalho, de uma esmola ao final do mês, que no fundo, nada é mais do que o seu direito, tendo em conta que trabalhou, dispendeu horas, ideias, esforço fisico, psicológico, entre muito mais.
Não há neste momento o "respeito pelo profissional" que havia há alguns anos atrás, em que o empregador percebia que tinha de motivar, reconhecia os bons profissionais e procurava mantê-los, quer com incentivos económicos, quer com outro tipo de incentivos. O que vivemos hoje, começa a ir para lá, do "explorável", isto porque são cada vez mais as empresas que "encostam" os profissionais à parede, desrespeitando uma grande parte dos seus direitos, contratando-os por quantias irrisórias e fazendo-os sentir como pessoas necessitadas de trabalho, de uma esmola ao final do mês, que no fundo, nada é mais do que o seu direito, tendo em conta que trabalhou, dispendeu horas, ideias, esforço fisico, psicológico, entre muito mais.
Isto tudo porque estamos a assistir neste inicio de ano, mais uma vez, a um reforço do que aqui descrevo, com a distribuição dos subsidios em duodécimos. Não sou fiscalista, economista, contabilista e percebo muito pouco de números, o suficiente para gerir o meu dinheiro e pagar as minhas contas, falo como trabalhadora, alguém que está do lado de cá, que não olha apenas para o Excel e vê numeros. A verdade, é que não há nada mais lógico que isto: o que ganham as empresas em distribuir os subsdidios por duodécimos, ou metade deles? Nada. No final do ano, a despesa da empresa não só foi exactamente igual, como também teve de ter mais liquidez mensal para pagar salários e subsidios, quando anteriormente tinha 6 meses para "amealhar" o dinheiro.
E para funcionários? O que eles ganham? Nada. No final do ano, o valor ganho, será exactamente o mesmo, sendo que aqui há um pequeno senão, àqueles que descontam para IRS, haverá uma maior liquidez mensal, mas que pode levar à ruptura muito mais famílias que já viviam no limite.
E para funcionários? O que eles ganham? Nada. No final do ano, o valor ganho, será exactamente o mesmo, sendo que aqui há um pequeno senão, àqueles que descontam para IRS, haverá uma maior liquidez mensal, mas que pode levar à ruptura muito mais famílias que já viviam no limite.
E sobre esta questão de os funcionários no privado poderem dizer se querem ou não receber em duodécimos? Uma grande maioria das empresas vai simplesmente dar isto como lei, não dando possibilidade a ninguém de se manifestar, sob pena, de ainda lhes serem cortadas mais "regalias".
Ninguém vai ganhar nada com isto.
A não ser que o governo esteja à espera de potenciar compras, de fazer com que gastemos mais por mês, para daqui a uns meses dizer que o nosso nível de vida aumentou. Mas creio que não vamos chegar até aí, já que muitas empresas nem deste mês vão passar. Um dia destes já nem temos onde gastar o nosso dinheiro, tal é a falência das coisas.
Ou isso, ou seremos outro Zimbabué, com menos de 100 euros no cofre.
10 de janeiro de 2013
Pimenta na língua
É o que eu acho que muitos portugueses andam a merecer. Principalmente aqueles que quando entrevistados na rua disseram "Crise? Onde? A crise está na mentalidade dos portugueses, para mim não há crise!", ou então "Gastei 1000 euros em presentes de Natal", ou ainda "Não deixei o meu café diário, muito menos de fazer as coisas que me dão prazer".
Devo imaginar o que o Passos Coelho pensa ao ver isto, ou os senhores do FMI.
Concordo com uma parte da primeira declaração, aquela que diz que "a crise está na mentalidade dos portugueses". Realmente temos fraca mentalidade, uma coisa muito tacanha, que nos leva a dizer sempre muito mais do que aquilo que realmente é, a chamada "Mania das Grandezas". O pior é que não é um vírus sazonal, tomara que fosse, é antes uma sindrome sem cura.
Devo imaginar o que o Passos Coelho pensa ao ver isto, ou os senhores do FMI.
Concordo com uma parte da primeira declaração, aquela que diz que "a crise está na mentalidade dos portugueses". Realmente temos fraca mentalidade, uma coisa muito tacanha, que nos leva a dizer sempre muito mais do que aquilo que realmente é, a chamada "Mania das Grandezas". O pior é que não é um vírus sazonal, tomara que fosse, é antes uma sindrome sem cura.
30 de novembro de 2012
É dificil manter a boa disposição quando...
.....além de terem cortado subsidios, vão andar a pagá-los às pinguinhas, como se de esmolas se tratassem;
.....se vê que a Taxa de Desemprego continua a aumentar apesar de todas as medidas para "incentivar o empreendedorismo";
.....sabemos que está a aumentar consideravelmente o número de casos de crianças que vão parar ao hospital, doentes, por causa da fome;
.....apesar de todas as medidas de austeridade, o défice continua a aumentar para máximos históricos;
.....vemos que não há nesta República um Presidente que represente os interesses de quem o "empoleirou";
.....quando percebemos que existem empresas que continuam a ter lucros consideráveis e por causa da "crise" congelam ordenados, contribuindo ainda mais para o declínio do país;
.....quando, ainda assim, não parece haver nada que possa inverter tudo isto.
.....se vê que a Taxa de Desemprego continua a aumentar apesar de todas as medidas para "incentivar o empreendedorismo";
.....sabemos que está a aumentar consideravelmente o número de casos de crianças que vão parar ao hospital, doentes, por causa da fome;
.....apesar de todas as medidas de austeridade, o défice continua a aumentar para máximos históricos;
.....vemos que não há nesta República um Presidente que represente os interesses de quem o "empoleirou";
.....quando percebemos que existem empresas que continuam a ter lucros consideráveis e por causa da "crise" congelam ordenados, contribuindo ainda mais para o declínio do país;
.....quando, ainda assim, não parece haver nada que possa inverter tudo isto.
29 de novembro de 2012
Ricardo Araújo Pereira - Crónica Visão
Não resisti:
«Após alguma reflexão sobre o assunto, ocorreu-me que talvez fosse importante que alguém apresentasse Vítor Gaspar a um ser humano. Podia ser um encontro discreto, a dois, só com um terceiro elemento que começasse por fazer as honras: "Vítor, é o ser humano. Ser humano, é o Vítor." E depois ficavam a sós, a conviver um bocadinho.
Perspicaz como é, o ministro haveria de reparar que, entre o ser humano e um algarismo, há duas ou três diferenças. O ser humano comparece com pouca frequência nas folhas de excel, ao contrário do algarismo. E o algarismo não passa fome nem morre, ao contrário do ser humano. É raro encontrarmos uma lápide, no cemitério, com a inscrição: "Aqui jaz o algarismo 7. Faleceu na sequência de um engano numa multiplicação. Paz à sua alma." Mal o ministro tivesse percebido bem a diferença entre o ser humano e os números, poderia voltar às suas folhas de cálculo. Admito que se trata de uma experiência inédita, mas gostaria muito de a ver posta em prática.
Houve um tempo em que quem não soubesse de economia estava excluído da discussão política. Felizmente, esse tempo acabou. Os que percebem de economia são os primeiros a errar todos os cálculos, falhar todas as previsões, agravar os problemas que pretendiam resolver. As propostas de um leigo talvez sejam absurdas, irrealistas e inexequíveis. Não faz mal: as do ministro também são. Estamos todos em pé de igualdade. A realidade não aprecia economistas. Se um chimpanzé fosse ministro das Finanças, talvez a dívida aumentasse, o desemprego subisse e a recessão se agravasse. Ou seja, ninguém notava.
Como toda a gente, também tenho uma sugestão para reduzir a despesa. Proponho que Portugal venda uma auto-estrada para o Porto. Temos três, e não precisamos de todas. Há-de haver um país que esteja interessado numa auto-estrada para o Porto. Não há nenhuma auto-estrada para o Porto no Canadá, por exemplo. Nem na Noruega. (Eu confirmei estes dados.) São países ricos, aos quais uma auto-estrada para o Porto pode dar jeito. Fica a proposta. Não é a mais absurda que já vi.»
Ricardo Araújo Pereira, Visão, 29 Novembro 2012
«Após alguma reflexão sobre o assunto, ocorreu-me que talvez fosse importante que alguém apresentasse Vítor Gaspar a um ser humano. Podia ser um encontro discreto, a dois, só com um terceiro elemento que começasse por fazer as honras: "Vítor, é o ser humano. Ser humano, é o Vítor." E depois ficavam a sós, a conviver um bocadinho.
Perspicaz como é, o ministro haveria de reparar que, entre o ser humano e um algarismo, há duas ou três diferenças. O ser humano comparece com pouca frequência nas folhas de excel, ao contrário do algarismo. E o algarismo não passa fome nem morre, ao contrário do ser humano. É raro encontrarmos uma lápide, no cemitério, com a inscrição: "Aqui jaz o algarismo 7. Faleceu na sequência de um engano numa multiplicação. Paz à sua alma." Mal o ministro tivesse percebido bem a diferença entre o ser humano e os números, poderia voltar às suas folhas de cálculo. Admito que se trata de uma experiência inédita, mas gostaria muito de a ver posta em prática.
Houve um tempo em que quem não soubesse de economia estava excluído da discussão política. Felizmente, esse tempo acabou. Os que percebem de economia são os primeiros a errar todos os cálculos, falhar todas as previsões, agravar os problemas que pretendiam resolver. As propostas de um leigo talvez sejam absurdas, irrealistas e inexequíveis. Não faz mal: as do ministro também são. Estamos todos em pé de igualdade. A realidade não aprecia economistas. Se um chimpanzé fosse ministro das Finanças, talvez a dívida aumentasse, o desemprego subisse e a recessão se agravasse. Ou seja, ninguém notava.
Como toda a gente, também tenho uma sugestão para reduzir a despesa. Proponho que Portugal venda uma auto-estrada para o Porto. Temos três, e não precisamos de todas. Há-de haver um país que esteja interessado numa auto-estrada para o Porto. Não há nenhuma auto-estrada para o Porto no Canadá, por exemplo. Nem na Noruega. (Eu confirmei estes dados.) São países ricos, aos quais uma auto-estrada para o Porto pode dar jeito. Fica a proposta. Não é a mais absurda que já vi.»
Ricardo Araújo Pereira, Visão, 29 Novembro 2012
21 de novembro de 2012
Here we go again...
E lá vamos nós outravez às medidas absurdas, sem nexo, sem capacidade de dar a volta à crise, de contribuir a favor do crescimento.
Afinal de contas o que quer o nosso governo? Em que escolas estudaram eles, em que faculdades? Eu não tenho nada haver com economia, mas não é preciso ter-se um mestrado na coisa para perceber que esta medida de distribuir 1 dos subsidios pelos 12 meses do ano, é um absurdo, sem retorno nenhum financeiro.
Na minha opinião esta medida além de claramente querer camuflar o congelamento de salários e o aumento das taxas de IRS, é uma medida que atenta mais uma vez à nossa inteligência, tentando enubriar-nos a nós, aos nossos bolsos e às nossas contas bancárias.
Digam-me, que diferença faz nos rendimentos anuais do funcionário distribuir o subsidio pelos 12 meses ou que diferença faz nas despesas anuais de uma empresa a distribuição dos subsidios pelos 12 meses?
Nenhuma.
14 de novembro de 2012
Fazer Greve à Greve
Um bom texto sobre aqueles, que como eu, hoje decidiram fazer greve à greve.
Não podia estar mais bem explicado pelo "O Arrumadinho".
Não podia estar mais bem explicado pelo "O Arrumadinho".
12 de novembro de 2012
Isabel Jonet, Merkel e Secret Story
Sobre Isabel Jonet:
Juro que não percebo toda a polémica gerada em torno das declarações da senhora. Afinal de contas que é que ela disse de mal? Até acho que se exprimiu muito bem, teve depois a preocupação de emitir uma declaração num óptimo português a explicar as suas declarações e ainda assim uma cambada e meia de portugueses sentiu-se ofendido com o que a senhora disse.
Foi por andarmos sempre acima das nossas possibilidades que chegámos ao ponto a que chegámos, portanto substituir umas leguminosas pelos bifes diários, não parece nada mal, sendo que uma grande fatia dos portugueses faz isso há muitos anos e nunca se sentiou ofendido.
Sobre Angela Merkel:
Saber que a Alemanha é que mais ganha com esta crise, porque consegue canalizar todo o investimento europeu para lá. Saber que a senhora está sempre a tentar que os países em crise tenham o mínimo de ajudas. Saber que esta senhora vem cá, usufruir mais um bocadinho dos nossos impostos, acenar-nos sorridentemente e dizer e uns "arrrenham jumhi kjlamn", dá-me vontade de ir à Alemanha roubar uns bancos.
Sobre o Secret Story:
Está certo que a televisão portuguesa está pobrezinha nos dois sentidos (conteúdos e dinheiros), mas perceber que existem estações de televisão que querem ainda deteriorá-la mais, dava vontade de ter um botão no telecomando com "bloquear", "denunciar" ou "não gosto".
Será que ainda não se deram conta que 90% dos portugueses já percebeu que aquilo é tudo fabricado?
6 de novembro de 2012
Obama or Romney?
Hoje as atenções estão todas viradas para as eleições no Estados Unidos. Estou por Obama, acho que ele trouxe mais humanismo aos EUA, bem como promoveu a igualdade num país onde ainda existiam muitos "muros" entre as culturas, demasiadas divisões fruto de ideias conservadoristas dos que até então, governavam.
Não se pode comparar a governabilidade dos EUA com a do nosso país, mas nós precisávamos de 1 Obama em Portugal.
25 de outubro de 2012
Das coisas boas da crise
Já repararam que aquela pessoa que anteriormente não parecia saber nada sobe a história política do nosso país, actualmente sabe quase tudo? Já repararam que até a pessoa menos escolarizada já conhece termos como Produto Interno Bruto, Inflação...? Já repararam que as pessoas estão mais atentas ao que é difundido na Comunicação Social e debatem em sociedade aquilo que é noticiado, formando opiniões mais precisas? Já repararam que o espirito de união hoje, está mais forte, mais vinculado?
Já repararam que esta crise está a fazer-nos crescer, amadurecendo a nossa cultura e preparando-nos melhor para os precalços do futuro?
Nem sempre temos de ver os aspectos negativos das coisas. Ninguém gosta da crise, mas há que reconhecer que ela tem aspectos positivos, não ignorando os negativos.
23 de outubro de 2012
Desastroso
Pela primeira vez, nesta década, a Segurança Social apresenta um saldo negativo. A coisa está perto dos 400 milhões de euros e eu aqui a trabalhar, como outros portugueses, sem saber se um dia vou usufruir de uma reforma, por mais precária que fosse, seria sempre uma reforma.
Posso ir ali suicidar o nosso governo?
Leiam tudo AQUI
16 de outubro de 2012
Orçamento de Estado
É impossível por estes dias não olhar para o estado actual do país, não falar das notícias, da austeridade, dos cortes... O Orçamento de Estado para 2013 traz ainda mais austeridade, é claramente uma austeridade mais forte para aqueles que têm mais poder económico, mas também há espaço para aqueles que não o têm.
Por exemplo, o OE para 2013 prevê um Aumento do Imposto Petrolífero, ou seja, além dos sucessivos aumentos que são apresentados quase diariamente, em 2013, os portugueses vão pagar ainda mais para abastecer os seus veículos, bem como, consequentemente, os passes de transportes públicos e preços dos bilhetes, vão aumentar.
Só essa pequena medida, trará consequências ainda mais graves aos nossos bolsos. Um "simples" aumento de um imposto como este, traz consequências a todos os níveis num país que sobrevive de importação e importação, de transporte de mercadorias para lá e para cá. Todos esses meios sobrevivem de combustíveis, desde o transporte de alimentos passando pelo simples envio de uma carta, ao transporte público, tudo isso certamente sofrerá aumentos com esta pequena medida.
Basta olhar este pequeno exemplo para ver um pouco do caminho que o actual governo está a traçar para nós no ano de 2013.
Mais desemprego, menos poder de compra, mais falências... Nada de favorável para nós.
Ainda ontem engolimos em seco aquela reportagem da SIC que acompanhou a falência de uma empresa do sector têxtil. Em seco, porque o desespero daquele patrão e a indignação daquelas funcionárias, aquele "relato" não poderia ter sido mais bem exposto, mais angustiante. Mas é o reflexo destas medidas, desta austeridade, do nosso país.
Momentos de Mudança - Fecho de Fábrica (clique para ver)
19 de setembro de 2012
Afinal...
Enquanto passava o Jornal da Noite na televisão a minha mãe pergunta-me:
- Olha, diz-me uma coisa, afinal as pessoas sairam à rua, tanta manifestação, tanta gente, tanta coisa e até agora não se ouviu falar em mais nada, não há novidades da austeridade... será que não deu em nada?
Pois.
Além do bruzuzu que poderá haver uma mexidazinha na TSU... Eu não ouvi nada.
Alguém ouviu?
- Olha, diz-me uma coisa, afinal as pessoas sairam à rua, tanta manifestação, tanta gente, tanta coisa e até agora não se ouviu falar em mais nada, não há novidades da austeridade... será que não deu em nada?
Pois.
Além do bruzuzu que poderá haver uma mexidazinha na TSU... Eu não ouvi nada.
Alguém ouviu?
10 de setembro de 2012
Weekend Report
O fim-de-semana, de nós portugueses, tinha tudo para começar mal, depois daquele comunicado do nosso PM, ao qual eu nem vou prestar comentários porque tudo o que eu poderia dizer já foi dito por pessoas de maior importância.
À parte dessas tristezas, aproveitei uma ida ao Centro Comercial para comprar alguns presentes de aniversário e para ver de mais perto algumas das coleções para este Outono/Inverno e diga-se, há muuuuuita coisa gira!!!
Tive mais tempo para ver sobretudo a Zara e trazer uns dos Slippers que já aqui tinha falado:
De entre tantas coisas que chamaram a minha atenção, mas que claramente tinham de ficar na Zara, porque estou mais pobre em 7% (vezes 14 meses), mostro-vos os pormenores, porque são sempre esses que captam a minha maior atenção:
Como sempre dediquei um bocadinho das minhas horas do fim-de-semana para criar novas peças para a minha Maparim, já a pensar no Outono e não resisti a fazer-me acompanhar de algumas delas:
20 de julho de 2012
Oh Relvas, oh Relvas...
É matemático.
O Relvas está claramente agarrado ao seu ministério, o Primeiro Ministro está claramente nas tintas para as polémicas Relvas, ambos estão a lixar-se para o que os portugueses pensam.
Ainda assim não há quem pare o manifesto:
11 de junho de 2012
Ídolos, Futebol e Política
É o trio que talvez os portugueses mais gostem de comentar, Ídolos, Futebol e Política.
O ídolos. Já aqui disse que gosto do programa e não ouve edição a que não tivesse assistido. No entanto no que toca a esta edição, estou um quanto ou tanto desiludida. Na fase de castings assistimos a algumas actuações que poderiam ter ido um pouco mais à frente, na fase do teatro houve realmente uma boa triagem, mas agora olho para o programa e pergunto-me o que alguns deles estão ali a fazer. Não vou desatar em criticas, até porque eu de cantar percebo pouco, mas há realmente ali 2 ou 3 pessoas que me pergunto senão poderiam ter saído na fase do teatro e ter dado a vez a outros que certamente fariam muito melhor. A verdade é que não vejo ninguém com a tal postura de ídolo...
O Futebol, ai o nosso Futebol. Já houve momentos em que acreditei muito na selecção nacional, mas não nesta equipa actual. Para mim a melhor selecção que tivemos foi a que esteve aos comandos de Scolari, sem dúvida. Tínhamos uma equipa forte, coesa, um treinador capaz, uma equipa com uma verdadeira vontade de não desiludir os portugueses e portanto a actual deixa um pouco a desejar. Mas por aqui também não há criticas, será um pouco "vamos indo, vamos vendo". Aquilo que me tem suscitado mais "borboletas no estômago" são as campanhas publicitárias a propósito de tudo isto. Estão a fazer crer que a salvação da actual situação que se vive no nosso país está nas mãos da selecção nacional. "Eu quero que os meus filhos tenham orgulho no nosso país e não queiram ir lá para fora"?, mas o que é isto? Uma campanha dirigida ao Governo, aos Portugueses ou à Selecção? Não estarão a colocar demasiada responsabilidade numa equipa que é simplesmente de futebol? Ok. Precisamos de ânimo. Mas nesta lógica se a selecção não conseguir ir mais em frente, a culpa de os "meus filhos irem lá para fora" será da selecção.
A Política senhores, a Política. Espanha está mal, a seguir virá a Itália, no chance. A Europa está toda na banca rota. O engraçado disto é que tenho a sensação que sofro Déjà Vus constantes. "Espanha está apenas a solicitar a recapitalização da banca afirmando que não precisa de mais ajuda". Onde será que já ouvi isto? Há quanto tempo terei eu ouvido isto? Fica bem dizer aos mercados que estamos bem, mesmo que já estejamos sem meias. É o "Fica bem", é a aparência. Faz-me lembrar um pouco aquela história que anda a sair nas revistas a propósito da relação(?) da Luciana Abreu com o Yannick Djaló.
26 de abril de 2012
O pós 25 de Abril...
A verdade é que o 25 de Abril já não tem a importância que tinha há uns anos atrás. A maioria das pessoas que conheço até se esqueceu que era feriado a propósito da revolução de 25 de Abril de 1974. Não uma pena, uma tristeza portanto. Mas há razões muito óbvias para que os portugueses já não darem tanta importância a este dia e não tem nada a ver com as gerações mais novas porque eu nasci mais de 1 década depois do 25 de Abril.
Está relacionado sim com esta triste república em que se vive, com esta triste democracia. Uma democracia em que tanto se realça que os que estão no Governo foram escolhidos pelos portugueses e na mesma medida se esquece que eles deveriam representar os desejos dos portugueses. Porque eu não me acredito que os portugueses tenham desejado viver o que estão agora a viver.
Como se pode comemorar a conquista da democracia se parece que estamos a viver uma ditadura, moderna, mas ditadura.
Como se pode comemorar a conquista da democracia se parece que estamos a viver uma ditadura, moderna, mas ditadura.
25 de abril de 2012
Só uma nota...
O sr. Presidente da República anda a "oferecer" banquetes. Espero mesmo que ele os ofereça do bolso dele. É que não me apetece nada andar a pagar lagosta aos outros quando na minha mesa só entre pescada.
Creio que não era esta a república que se queria conquistar neste mesmo dia em 74.
Creio que não era esta a república que se queria conquistar neste mesmo dia em 74.
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