12 de maio de 2009

Derrepente

Work by Lídi@morim


É como se derrepente o mundo não tivesse sombras
A música não tivesse notas
A TV não tivesse imagens
e o sol brilhasse para um sítio só.


É como se derrepente
o silêncio tivesse voz
e o mar não tivesse ondas
e o definido se tornasse indefenido.


Como se o coração respirasse
água por ar
e o gosto do sal açúcarado
humedecesse a minha/tua boca.


Como se o passado
recuasse até ao futuro
e nele pudesse ver o presente.


E do presente nascesse algo
que me levasse a outra vida
nem passada, nem futura
simplesmente sonhada.


E derrepente tudo se tornasse
uníssono, unido, um só, junto, em força
e disparasse até ao mais infinito
do meu ser.


E me voltasse a trazer à realidade do agora.

E derrepente se viaja pelo ser ou não ser, o estar ou não estar,
naquele lugar...

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